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Peste Negra: saiba mais sobre a pandemia

A Peste Negra foi a maior pandemia de todos os tempos, causando sérios problemas e milhões de mortes em três continentes. Foi num período que a medicina ainda estava avançando e era difícil controlar. Onde ela surgiu? Quais eram os sintomas? Confira tudo sobre a Peste Negra.

Peste Negra

Nenhuma guerra causou tantas mortes quanto a Peste Negra. Alguns historiadores afirmam que teria ocasionado em mais de 100 milhões de mortes ao longo de 7 anos. A Peste Negra devastava cidades onde havia a contaminação, e aconteceu em mais de um período histórico. Hoje é uma doença extremamente rara.

O que foi a Peste Negra?

A Peste Negra, conhecida ainda como Morte Negra foi o nome que deram para a pandemia mais grave de todos os tempos. Ela atingiu a Eurásia, região que envolve os continentes europeu e asiático. É uma doença causada pela bactéria Yersinia pestis, que era transmitida para os seres humanos por meio de pulgas de ratos-pretos.

Quando aconteceu a Peste Negra?

A Peste Negra atingiu países da Europa e da Ásia ao longo de 7 anos. A pandemia teria começado em 1346 e foi controlada somente em 1353. Na verdade, este foi o principal período, o auge do problema. O início foi alguns anos antes, provavelmente em 1343.

Quantas pessoas morreram?

A Peste Negra foi uma pandemia, que acontece quando uma doença infeciosa se alastra pela população de uma grande área geográfica, tomando conta de um continente. Estima-se que tenham morrido nada menos do que 75 milhões de pessoas, podendo ter chegado a 200 milhões. Alguns pesquisadores indicam que a Peste Negra devastou com 30% da população mundial.

Onde começou a Peste Negra?

Historiadores acreditam que a Peste Negra tenha começado nas planícies áridas da Ásia Central, se espalhando pelos países que faziam parte da Rota da Seda. Onde o problema ocorreu causou impactos diversos, entre religiosos, sociais e econômicos, trazendo novos capítulos para a história europeia. Se você é descendente de europeus, pode comemorar por ter nascido.

O começo de tudo

O primeiro passo para o início da Peste Negra foi a invasão da Europa pelos Rattus rattus, um animal indiano conhecido popularmente por rato-preto. Não foram eles que trouxeram a doença, mas sim possibilitaram novas formas de transmissão, já que tinham hábitos domésticos. Historiadores acreditam que a culpa tenha sido dos mongóis, que acabaram infectados na região do Himalaia.

Os mongóis estavam conquistando diversos territórios na Ásia e na Europa, criando um império no fim do século XIII. Os guerreiros teriam infectado a Eurásia. Dessa forma, os ratos-pretos acabaram atuando como uma forma de mediadores, transmitindo a doença para outras pessoas. A Rota da Seda colaborou para esse tipo de transmissão, espalhando a Peste.

O alto número de ratos

Antes da Idade Média, as populações de roedores eram gigantescas. As padarias contavam com elevados números de ratos, que se comunicavam com outro por meio de galerias subterrâneas. Milhares de ratinhos nasciam a cada dia, assim a Peste Negra encontrava mais hóspedes e mantinha a condição endêmica.

Como era a transmissão?

Acontecia da seguinte forma: a bactéria Yersini pestis vivia nos ratos e buscava novos hospedeiros, chegando aos seres humanos. As vítimas eram contaminadas assim que mordidas por estas pulgas, desde que estivessem infectadas. Sem perceber, o doente podia continuar com a pulga no corpo e passar para outra pessoa.

Quais eram os sintomas?

Quem era infectado com a Peste Negra apresentava sintomas parecidos com o da gripe. Eles apareciam entre 3 e 7 dias após a infecção. Poderiam causar febre de 39ºC, calafrios, dor de cabeça, dores pelo corpo, fraqueza, náuseas e vômitos, além de convulsão. Em casos agudos poderia levar à morte, de forma lenta e dolorosa.

O aumento de cidades contaminadas

O primeiro local onde foi registrada contaminação por Peste Negra foi Constantinopla, atualmente conhecida por Istambul, em maio de 1347. Depois chegou na Itália, primeiro na cidade de Messina, depois Gênova e a francesa Marselha. A pandemia continuou avançando pela Europa e em menos de um ano infectou toda a costa do mediterrâneo.

Médico da peste

A doença era tratada pelos médicos da Peste Negra, que utilizavam uma máscara especial, cobrindo todo o rosto. Eles tratavam todos os tipos de pessoas, desde que fossem pagos para isso. Em alguns países, como na França e na Holanda esses médicos não possuíam formação profissional e podiam ter exercido qualquer outra profissão anteriormente. As técnicas aplicadas iam desde remédios até a sangria. Os próprios médicos da peste podem ter ajudado na transmissão da doença.

Peste Negra na China

Desde 1334 existiam relatos de casos de Peste Negra na China. Principalmente vindos da província de Hubel. Entre 1353 e 1354, quando a China era dominada pelos mongóis, as províncias de Hubei, Jiangxi, Shanxi, Hunan, Guangdong (Cantão), Guangxi e Henan foram tomadas por uma epidemia. Em algumas regiões apenas 10% da população sobreviveu.

Peste Negra no Oriente Médio

A Peste Negra chegou pela Rússia e foi parar no Azerbaijão. Atingiu com força o Egito, a Palestina e a Turquia. Nem Meca escapou da contaminação, isso em 1349. A doença foi parar também no continente africano, na Argélia e no Marrocos, principalmente. No Egito os governantes chegaram a cortar os impostos devido aos problemas da Peste Negra.

Uma nova epidemia no século XIX

Mais de 500 anos depois da pandemia que atingiu a Eurásia, o problema voltou a assustar. Dessa vez quem estava transmitindo eram as marmotas, que eram vendidas por chineses para a fabricação de casacos. Foi a partir de 1855 que o problema se agravou, atingindo toda a China. Europeus tentaram ajudar, mesmo assim morreram cerca de 12 milhões de pessoas na China e na Índia.

Peste bubônica

A primeira pandemia de peste bubônica aconteceu no século VI e matou entre 25 e 50 milhões de pessoas, um número elevadíssimo para a época. Alguns pesquisadores acreditam que ela teria sido a responsável pela Peste Negra que devastou a Europa, a Ásia e a África. A peste bubônica é causa pela bactéria Yersina pestis. Hoje em dia é extremamente rara, com cerca de 650 casos por ano.